Empatia, ela pode salvar vidas
Empatia não é sentir pelo outro, mas sentir com o outro, quando a gente lê o roteiro de outra vida. É ser ator em outro palco, é compreender, é não dizer ''eu sei como você se sente'', é quando a gente não diminui a dor do outro'', é descer até ao fundo do poço e fazer companhia pra quem precisa, não é ser herói, é ser amigo, é saber abraçar a alma. (João Doederlein)
Ah!!! Querida Empatia... Se eu tivesse que falar dela sem dar muita volta eu diria: ''Empatia é sentir as dores do outro, também é amor''.
Hoje em dia, é mais do que comum encontrar pessoas que só maldizem, julgam, maltratam, exalam egoísmo, que só olham para dentro de si. A Empatia ela é encontrada num grupo de pessoas completamente antagónicas à estas, pessoas que olham para dentro de outra pessoa, que se entregam ao momento em que uma outra esteja vivendo, que abraçam e amam, de coração.
Empatia está nas pequenas coisas, como, ''não faça aquilo que não gostarias que fizessem com você''. Quem tem como princípio esta frase, deve saber que, o que poderia nos afetar, está afetando ao outro, e poderíamos assim nos perguntar: como seria se fosse comigo?
Em geral, quando alguém muito próximo de nós perde um ente-querido, nós nos sentimos no dever de consolar esta pessoa, seja com palavras, abraços, uma mão no ombro, dispensando o seu colo para a outra pessoa chorar, enfim, o que tiveres para dar. Isso não vai trazer a pessoa de volta e todos sabemos, mas o facto de você saber o quão doloroso é este momento, e você se fizer presente de alguma forma para apoiar, é algo que faz toda a diferença. O morto não vai ressuscitar mas você estará fazendo bem à alguém.
Infelizmente, o mundo está em um momento, em que as pessoas estão sofrendo de várias patologias psíquicas, dentre elas a ansiedade e a depressão. Estas duas ''irmãs'', prometem no futuro atingir a maior parte da população mundial, e especialistas já vêem alertando frequentemente sobre a importância de darmos atenção à saúde mental, e conhecer como funcionam estas doenças, pois elas têm causado a perda de muitas vidas por suicídio.
As vítimas destas doenças apresentam sintomas como: tristeza profunda, falta de animo para qualquer coisa, isolamento, medo e preocupação constante, crises de pânico, insônia, falta de apetite, nervosismo, dores físicas, entre outros tantos sintomas. Nem sempre as pessoas vão notar, as vítimas destas doenças podem parecer estar bem, sorridentes, e até comunicativas, mas à dado momento, quando o quadro patológico evoluir, elas de forma subliminar vão fazer um pedido de ajuda a alguém muito próximo, que confiem, vão dizer que não se sentem bem, que estão se sentindo presas em um quarto escuro, e em muitos casos, não dizem nada até que aconteça algo.
Nesta altura, se a pessoa desabafar com você, não a ignore, não diga que é mimo, ou frescura, ou seja lá o que for. Você pode até não entender, você não precisa entender, tente saber como esta pessoa se sente, dê o seu apoio, e procure ajudar como puder, de preferência sugerindo e convencendo esta à procurar um psicólogo.
A empatia que você pode transmitir a alguém, pode salvar esta vida. Há pessoas por aí, que a todo instante sofrem por preconceito, bullying, rejeição, morte de alguém, baixa auto-estima, por problemas familiares, e outras tantas coisas que nós nem imaginamos, mas nós não precisamos ser os super-heróis fazendo coisas épicas, as vezes nem precisamos fazer parar um choro, só precisamos abraçar, pois o mais simples gesto pode salvar uma vida.
Ultimamente eu aplico com muita seriedade uma filosofia de vida, que é a seguinte: Seja onde for que eu estiver, e precisar interagir com alguém, nunca devo agir com rispidez alguma, devo ter o máximo de cuidado ao falar e agir, ainda que seja um dos meus dias mais negros, porque eu nunca sei quando alguém desconhecido está passando por algo 10.000 vezes maior e pior. ''Por favor'' , ''Com licença'', ''Obrigada'', e ''Desculpe'', além de ser educação, também é empatia. Empatia também é amor, amor ao próximo.

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